9 tipos de backup: full, incremental, diferencial e mais
Existem vários tipos de backup, e cada um tem características, vantagens e limitações próprias. Entender essas diferenças ajuda a montar uma estratégia que equilibre tempo de execução, espaço de armazenamento e velocidade de recuperação. Veja os nove tipos mais usados.
1. Backup completo (full)
- O que é: Cria uma cópia integral de todos os dados selecionados.
- Vantagem: É o que permite a recuperação mais rápida, porque tudo está em um único conjunto.
- Desvantagem: por outro lado, consome mais tempo de execução e mais espaço de armazenamento.
2. Backup incremental
- O que é: Copia apenas o que mudou desde o último backup, de qualquer tipo.
- Vantagem: Por isso, é rápido e ocupa pouco espaço.
- Desvantagem: por outro lado, a restauração pode ser mais lenta, porque exige o último backup completo e todos os incrementais feitos depois dele.
3. Backup diferencial
- O que é: Copia tudo o que mudou desde o último backup completo.
- Vantagem: Restaura mais rápido que o incremental, porque precisa apenas do último completo e do último diferencial.
- Desvantagem: por outro lado, ocupa mais espaço que o incremental, já que os mesmos dados alterados se repetem a cada diferencial.
4. Backup espelhado (mirror)
- O que é: Mantém uma cópia exata e atual dos dados de origem, sem guardar versões anteriores.
- Vantagem: É simples e permite acessar os dados rapidamente.
- Desvantagem: por outro lado, não protege contra exclusões acidentais nem contra dados corrompidos ou criptografados por ransomware, porque replica também o problema.
5. Backup contínuo de dados (CDP)
- O que é: Registra as alterações praticamente em tempo real, mantendo versões contínuas dos dados.
- Vantagem: Assim, permite restaurar a partir de quase qualquer ponto no tempo, com perda mínima de dados (RPO próximo de zero).
- Desvantagem: por outro lado, exige mais recursos de processamento, rede e armazenamento.
6. Backup na nuvem
- O que é: Envia as cópias para um serviço de armazenamento em nuvem.
- Vantagem: Além disso, oferece acesso de qualquer lugar, escalabilidade e redundância geográfica.
- Desvantagem: por outro lado, depende da banda de internet e exige cuidado com segurança, criptografia e custos de recuperação.
7. Backup local (on-site)
- O que é: Mantém as cópias no mesmo local físico dos dados originais.
- Vantagem: Assim, o acesso e a restauração ficam mais rápidos.
- Desvantagem: por outro lado, fica exposto aos mesmos riscos do ambiente principal: incêndio, inundação, furto ou falha física.
8. Backup off-site
- O que é: Guarda as cópias em um local físico diferente do ambiente original.
- Vantagem: Dessa forma, protege contra desastres e incidentes que atinjam o site principal.
- Desvantagem: por outro lado, a restauração pode ser mais lenta, dependendo da distância e da logística.
9. Backup de imagem de disco
- O que é: Cria uma réplica exata de um disco ou partição, incluindo sistema operacional, programas, configurações e dados.
- Vantagem: Facilita a restauração completa de um servidor ou estação, já pronta para uso.
- Desvantagem: por outro lado, costuma ocupar mais espaço e levar mais tempo para terminar.
Qual tipo de backup escolher?
A escolha depende do volume de dados, da frequência com que eles mudam, do tempo aceitável para recuperar (RTO), da quantidade de dados que a empresa pode perder (RPO) e dos recursos disponíveis. Na prática, a melhor estratégia costuma combinar tipos diferentes, por exemplo, um backup completo semanal com backups incrementais ou diferenciais diários.
Também vale seguir a regra 3-2-1: três cópias dos dados, em dois tipos de mídia diferentes, com uma delas fora do ambiente principal. Hoje, muitas empresas acrescentam uma cópia imutável ou isolada (air-gapped), que ninguém consegue alterar nem apagar, como proteção extra contra ransomware.
Não sabe qual combinação faz sentido para o seu ambiente?
